O curta-metragem “Acídia”, roteirizado por Edvaldo Ferreira Vianna, morador de Venda Nova, e dirigido por Fábio Geraldo Silva, acaba de conquistar o prêmio de Melhor Roteiro no Festival CineMaz, realizado em Oliveira (MG).
A obra, contemplada pela Lei Paulo Gustavo, foi produzida pela Ca sa Sete – Produção Audiovisual em parceria com o Coletivo Além-Muros.
Reconhecimento ao cinema independente produzido em Minas Gerais
A premiação de “Acídia” no CineMaz representa um importante reconhecimento à produção audiovisual independente realizada em Minas Gerais, especialmente à cena cultural de Venda Nova, região de forte identidade artística em Belo Horizonte. O prêmio de Melhor Roteiro reforça a qualidade do trabalho desenvolvido pela Casa Sete em parceria com o Coletivo Além Muros, evidenciando a potência de narrativas autorais produzidas fora dos grandes centros industriais do cinema.

Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, o curta mergulha nas profundezas da experiência humana diante da perda e da luta por continuar vivendo. A narrativa acompanha um protagonista em diálogo com a morte, retratada como uma figura feminina sábia e implacável, construindo uma abordagem poética e sensível sobre fragilidade emocional, isolamento e superação.
“Acídia” e a força de uma narrativa sobre dor, memória e permanência
Com linguagem simbólica e atmosfera densa, “Acídia” desenvolve uma narrativa centrada nos estados emocionais do personagem principal, conduzindo o espectador por uma experiência de introspecção e enfrentamento do sofrimento. O roteiro articula temas como luto, esvaziamento existencial e resiliência, transformando a dor em matéria dramática e estética.
Além do reconhecimento artístico, a conquista reafirma a importância do investimento público para a manutenção da cadeia produtiva do audiovisual mineiro. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo, mecanismo fundamental para o fortalecimento de obras independentes e para a valorização de talentos locais.
A conquista no CineMaz consolida o trabalho da Casa Sete e do Coletivo Além Muros como agentes ativos na produção cinematográfica contemporânea do estado, ampliando a visibilidade de projetos autorais desenvolvidos em Minas Gerais.
Fonte da notícia original:
Porta Voz de Venda Nova – Impresso – Dezembro 2025 – Ano XXXIV – Nº 303